O Surucuá-grande-de-barriga-amarela é um Trogoniforme da família Trogonidae. Conhecido também como Capitão-do-mato, Curuxuá, Surucuá-de-barriga-dourada, Surucuá-de-cauda-branca e Urukuá (nome indígena - Mato Grosso).
Seu nome científico significa: do (grego) trôgón, trogo = devorar, roer, para roer ou para ser roído a forma como a ave se alimenta. ; e do (latim) viridis = verde. Ave devoradora verde.
Mede cerca de 30 centímetros de comprimento e pesa 93 gramas.
Apresenta dimorfismo sexual: o macho apresenta o alto da cabeça e o peito de coloração azul-metálica, as costas verdes e a barriga amarela; a fêmea tem as partes superiores, garganta e peito cinzas, barriga amarela e a cauda barrada de negro.
Possui duas subespécies:
(Clements checklist, 2014).
A sua dieta baseia-se em frutos e insetos (formigas e artrópodes) capturados no alto das árvores.
Constrói seu ninho em cupinzeiros de árvores ou buraco nas árvores provocados por ação apodrecimento natural ou por ninhos abandonados de outras aves. A altura do ninho fica a cerca de 10 a 20 metros acima do solo. A postura é de dois ou três ovos. Ambos os pais alimentam os filhotes no ninho. Durante o período de reprodução, vários machos podem se juntar para cantar, provavelmente como uma forma de atrair fêmeas.
Comum nas bordas e no interior de florestas altas (úmidas ou secas) e em capoeiras.
Presente na Amazônia brasileira, em direção sul até Santa Catarina. Encontrado também do Panamá à Bolívia.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: